sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O morro dos ventos uivantes

Emily Brontë - Wuthering Heights (título original)

Não é o tipo de livro que gosto de ler, mas um bom livro é sempre um bom livro. A narrativa é muito bem construída. A forma como a autora desloca o foco do leitor através das gerações mostradas no livro é fantástica. Além disso, os personagens também são bem construídos, são bastante humanos. Nenhum deles é bom e todos têm sua carga de maldade. Por serem mais humanos, são mais emocionalmente intensos que personagens de Jane Austen, por exemplo. É impossível não se comover com Morro dos ventos uivantes, mas é fácil não derramar uma lágrima sequer por Jane Bennet e Charles Bingley. O morro dos ventos uivantes é isto: o amor levado a uma questão de vida ou morte.

Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não é como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim própria  – , mas como o meu próprio ser. Portanto, não fale mais em separação: é impraticável. (Catherine Earnshaw, personagem de Wuthering Heights) 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A letra "D"

Esse post é sobre um sonho que tive no início do ano. 
Minha chefe me chamou para falar em particular e disse que houve problemas com minha documentação, o que era um problema para mim, já que, sem a documentação OK, eu não receberia meu pagamento. Fiquei um pouco preocupada, mas não consegui imaginar o que poderia ter acontecido.
— Seus documentos não foram aceitos. 
— Eu esqueci de preencher alguma lacuna? 
— Não, parece que o problema é sua assinatura. 
— Minha assinatura?? 
— Sim... Veja você mesma. 
Então, ela me mostrou duas assinaturas. A minha assinatura normal e a anormal, que foi a causadora do problema. Na assinatura anormal, havia uma letra "D" muito maior do que a da assinatura normal. Eu só precisei assinar o papel de novo. O problema em questão foi facilmente resolvido, mas... 
EU NÃO TENHO NOME ALGUM COM LETRA "D"!!!! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As intermitências da morte

José Saramago - 208 páginas - Companhia das Letras

Sem dúvida, Saramago foi um grande escritor. As intermitências da morte é brilhante. A construção da narrativa é muito bem feita, com dois conflitos centrais, de caráter totalmente diferentes, mas diretamente relacionados. Saramago mostra uma face pouco explorada da imortalidade, com foco em suas implicações sociais. Além disso, ele também tem uma forma diferenciada de mostrar a morte. Eu só tinha visto isso antes em Sandman, do Neil Gaiman, outro escritor brilhante. Escrever sobre a morte como uma personagem, mostrando seus conflitos, é muito fácil; difícil é fazê-lo tão maravilhosamente bem como esses dois escritores conseguem.

Conselho de Amiga


Resenha 
A frase que descreve perfeitamente esse livro é "Nada é o que parece", é exatamente isso, fui surpreendida completamente com essa história!
Siobhan escreve maravilhosamente bem nesse livro, já tinha lido outro livro dela o "Não sou este tipo de garota" e achei muito boa a historia, mas Conselho de amiga me surpreendeu, ela conseguiu passar a mensagem do livro sem ser chato e nem cansativo também, quando você se dá conta, o livro já terminou!
A protagonista tem muitos problemas em sua vida, e isso aproxima muito o leitor dos personagens; mas nem por isso a Ruby se torna fria e nem mau humorada, pelo contrário, ela é doce, amiga e amável, mas também é muito determinada, impulsiva e forte acima de todas as suas qualidades!
Ela ganha em seu aniversário de sua mãe uma câmera Polaroid usada mas que da uma guinada em sua vida; pelo que me pareceu; a Ruby conseguia enxergar mais nitidamente a vida  com a câmera antiga e cheia de defeitos do que com os seus próprios olhos. Sua vida é bem complicada ela vive apenas com a sua mãe e ficou 6 anos sem ver o pai, mas com a ajuda de sua amiga Beth, ela conseguiu seguir em frente, mas tudo muda quando o seu pai volta em seu aniversário.
Outro tema bem explorado na trama do livro é a Fotografia, a autora apresenta diversos fotógrafos famosos e os seus estilos, dá uma nova vida ao significado enxergar através das lentes da câmera. Acho super interessante isso pois mostra que é um livro diferente e expressivo.
O que dá a surpresa da trama é que Beth sabe de um segredo que implicava diretamente em sua vida.
"Conselho de Amiga - Se não dá para confiar em seus amigos, em quem confiar?"Vale muito a pena parar para ler! :)

Patricia Cabot parte 2 !


Olá bookaholics!^^
Faz muito tempo que não escrevo por aqui, mas acabei lendo um post da minha amiga e co-autora do blog Rebecca, e fiquei animada em escrever um post sobre a minha amada e queridissima Meg Cabot/Patricia Cabot *o*
Li inumeros livros da Meg desde os romances sobrenaturais como A Mediadora que eu sou apaixonada *-* até os romances históricos dela como A Rosa do Inverno, Retratos do meu coração,Aprendendo a Seduzir, entre outros.
Fiquei fascinada com a escrita dela, gosto muito de livros engraçados e romances de tirar o folêgo. Ela consegue ter criatividade para criar vários enredos diferente, mas sem perder a graça e faz com que nós torçamos para o casal em questão. Sempre fico irada com as protagonistas dos livros dela, elas sempre se fazem de dificies mesmo estando loucamente apaixonadas pelos mocinhos! Como isso me chateia! haha mas vamos e convenhamos, que garota/mulher não se faz de dificil para conquistar um coração de um homem? Esse jogo de sedução é o que mais me encanta e me diverte nos livros dela, fora as capas e edições feitas pelas editoras que eu babo miiiiil!
Resumindo meu pequeno post, super recomendo a leitura de Meg Cabot, ela consegue desconstruir cenários pré fabricados e os transforma em histórias deliciosas que valem muito a pena ser lidas! =]

sábado, 18 de agosto de 2012

Patricia Cabot

A Giselle, dona deste blog, tem me emprestado muitos livros. Foi ela quem me apresentou Patricia Cabot. Não que eu não conhecesse Meg Cabot, essa eu conhecia sim, por causa do Diário da Princesa. Aliás, eu gostei muito do Diário da Princesa. Gostei muito sim, mas não ao ponto de ler a série completa. Li o primeiro, o último e mais Liberte meu coração que representa para a série o que pode-se chamar de... um extra. Digo a você, meu caro leitor, que não senti falta de um livro sequer fazendo isso. Enfim, gostaria de fazer alguns comentários acerca de três romances históricos da autora.

Atenção! Zona de spoleirs a seguir!

Pode beijar a noiva - Dos três, é o que mais faz o meu estilo. Parece muito um Jane Austen, exceto pelas três cenas quentes. Essas cenas não são chocantes nem forçadas. Apesar do casal envolvido já estar casado, as cenas picantes são importantes para o enredo. Há uma menção a uma modelo francesa, que não contribuiu para uma melhor ambientação no século XIX. Apesar dessa escorregada, a história não é mal ambientada no espaço-tempo que a autora pretendia. É um livro de rápida leitura, com uma história de amor bonita, cenas picantes na medida e final feliz. Aprovadíssimo!

Liberte meu coração - É atribuído à Princesa Mia, com a ajuda de Meg Cabot, mas o estilo é todo de Patricia Cabot. É um livro engraçadíssimo, com a vítima de sequestro mais divertida que já vi num livro. A autora pretendia ambientar a história na Idade Média, mas definitivamente não conseguiu. O Feudalismo é mostrado, mas não há como sentir a atmosfera medieval com a heroína andando de calças apertadas durante o livro inteiro sem sequer sofrer uma tentativa de violência sexual. Lendo esse livro, eu descobri uma fórmula mágica:
Orgulho e Preconceito + Liberte meu coração = Rosa do Inverno

Rosa do Inverno - Ah, como eu estava ansiosa para escrever sobre esse! Primeiro, gostaria de fazer uma piadinha com o título original. Where roses grow wild: They really grow WILD there, hehehe. Bem, voltando à resenha. Achei impressionante como copiar a história de um autor sem deixar que a cópia seja reconhecida pelo estilo do autor copiado.
O texto chega a ser informal demais, mais do que o aceitável para um romance histórico (por causa dos diálogos) e há muitos erros históricos no livro. Por exemplo, em determinado momento do livro, um homem diz a uma jovem de 21 anos que ela está muito nova para casar. Como isso seria possível na época, se meninas de 15 anos já eram consideradas mais do que prontas para o casamento? Para piorar, a autora perde a mão nas cenas quentes. As cenas picantes, além de muitas, são irrelevantes para o enredo. Assim, você não consegue, nem com muito esforço, visualizar a história acontecendo na época que a autora escolheu para ambientar a história. A não ser que... você tenha lido Orgulho e Preconceito!! Compare:

Mr. Darcy....................................Lord Edward Rawlings 
Miss Caroline Bingley.......................Lady Arabella Ashbury 
Mr. Charles Bingley........................Mr. Alistair Cartwright 
Mr. Collins..................................Mr. Jonathan Richlands 
Mr. Bennet.............................................Mr. McDougal 
Miss Elizabeth Bennet......................Miss Pegeen McDougal 
Miss Jane Bennet................................Miss Anne Herbert 
Miss Lydia Bennet........................Miss Katherine McDougal 
Mr. Wickham.....................................Lord John Rawlings

Não é mostrado em Orgulho e Preconceito, mas Lydia Bennet provavelmente terminaria como Kathy, uma prostituta famosa. Só acho que isso não poderia acontecer porque Mr. Darcy e Mar. Bingley jamais deixariam que qualquer coisa ameaçasse a honra de suas amadas esposas.

Rosa do Inverno deveria se chamar Desconstruindo Orgulho e Preconceito. É péssimo como romance histórico, mas é perfeito como comédia. Imagine Mr. Bingley como um Don Juan e Mr. Darcy tendo casos com quarentonas casadas! O que diria Lady Catherine de Bourgh? Afinal, are the shades of Pemberley to be thus polluted?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Canções de amor e comportamento humano

No mundo existem mais músicas falando sobre amor do que sobre qualquer outra coisa. Se músicas influenciassem as pessoas, estaríamos nos amando uns aos outros. Frank Zappa
Inúmeras canções de amor mostram um homem dizendo a uma mulher como ela é especial, dizendo que ela a ama, que quer casar-se com ela, que ela é maravilhosa do jeito que é, etc. Por que tantas canções em que um homem diz a uma mulher exatamente o que ela quer ouvir? A resposta é tão, tão óbvia: Porque os homens simplesmente não dizem essas coisas! É claro que homens podem ser românticos, mas o romantismo deles tem limite. Mesmo assim, os românticos são extremamente raros. Além de tudo isso, os verdadeiros românticos, que teoricamente teriam maior inclinação a cantar Grenade para suas amadas, com certeza, preferem mostrar seus sentimentos do que simplesmente falar.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Campo de batalha da mente


Joyce Meyer - 331 páginas - Ministérios Joyce Meyer
Eu só tenho dois comentários a fazer sobre esse livro:
1 - Estar insatisfeita com o casamento porque o marido chega em casa fedorento e de mau humor todo o santo dia é culpa da esposa? É claro que o sonho do Príncipe Encantado pode causar frustrações para as mulheres, sendo mais sensato manter expectativas mais realistas. Contudo, não há como desconsiderar a participação do marido na culpa pela infelicidade conjugal no exemplo exposto.
2 - Racionalização gera confusão!? Então, deveríamos queimar todos os nossos livros e fechar todas as escolas e universidades. Os prédios seriam muito melhor usados como salões de beleza e spás, certo? É esse tipo de pensamento (pensando bem, é até paradoxal chamar isso de pensamento) que faz com que terceiros julguem a religião como ópio do povo. Assim, até eu. Se esse tipo de religioso fosse o único que eu conhecesse, eu teria certeza de que, das duas uma: ou a religião emburrece, ou a religião é feita para pessoas intelectualmente limitadas. Na condição de cristã, fiquei extremamente ofendida ao ler esse livro, porque sei que também acabo sendo julgada por esse tipo de coisa, como se fôssemos farinha do mesmo saco.

domingo, 12 de agosto de 2012

Up


Quando vi essa imagem, ainda não tinha visto a animação. Meu primeiro pensamento foi: Como se fosse difícil superar Crepúsculo... Até porque eu tinha um pé atrás em relação ao longa-metragem por ter sido muito bem recomendado por uma conhecida de gosto duvidoso. Acabei me surpreendendo. Em menos de 10 minutos, esse desenho animado me fez chorar mais do que a morte da minha cadelinha de estimação, quando eu era criança! Então, quando você relaxa, pensando que a parte da cortação-de-cebola já acabou, no final do filme, ou do livro, há um detalhe ainda mais capaz de provocar enchentes oculares. Uma animação original, muito bem contruída e com um poder de catarse impressionante. Pixar criou uma melhor história de amor em 8 minutos do que Crepúsculo fez em 4 livros. Fato.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O namorado perfeito (Zettai Kareshi)



Night é o namorado perfeito: Charmoso, dependente, inteligente, atlético, bem-vestido, sensível, devoto e completamente leal. Por causa do seu desconhecimento sobre certos eventos sociais, ele às vezes acaba chamando muito a atenção. Além disso, ele é um andróide de alto design, parece ter emoções reais e quer se tornar mais humano e ser um namorado melhor para Riiko. Fonte: Wikipédia

Como citei o mangá no meu post sobre o Amante da Fantasia, achei mais justo falar um pouco sobre Zettai Kareshi. Observe a descrição de Night e compare-o com Julian. São praticamente idênticos. A única diferença é que Julian não é um andróide, mas sua condição de Pseudo Dark Hunter (para você que achava que ele era um verdadeiro Dark Hunter e para você que nem sabia que existia essa diferenciação) não o deixa por baixo. 
Zettai Kareshi é a história de uma adolescente, com crises existenciais adolescentes, especialmente referentes à sua praticamente ainda inexistente vida amorosa (nunca tinha namorado e sempre foi rejeitada pelos garotos de quem se aproximou). O diferencial da história é que ela tenta resolver seus problemas com um robô amante. É, robô amante, tipo aquele do AI - Inteligência Artificial, sabe? (Claro que o Night é mais bonito e parece mais jovem do que esse outro robô amante.) Só que Riiko queria só um namorado, não um amante, se é que você me entende... Além desse detalhe tão pequeno deles dois, rs, há outro personagem na história que é apaixonado por ela. Então, junto a um triângulo amoroso, temos a questão do relacionamento humano-robô. É engraçado eu ter citado AI, porque o filme trata exatamente disso.
A história do namorado perfeito é aparentemente fraca, mas como mangás são lidos muito rapidamente e esse tem poucos volumes, é possível terminar de ler antes de entediar-se. Apesar da minha análise dura, eu recomendo. Se você tem mais de 30 anos, provavelmente não vai gostar, mas eu li o mangá quando estava no Ensino Médio e achei muito divertido.